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Cases Em meados dos anos 90, no auge da onda mundial de reengenharias, o grupo de empresas liderado pela Seguradora Golden Cross, contratou a Mestre para prestar assistência metodológica, através da Análise Vital, com o objetivo de adequar seus processos ao cenário vigente, que se caracterizava por um mercado altamente competitivo, por uma clientela cada vez mais exigente e pela oferta crescente de novas tecnologias. O Grupo Golden Cross incluía, além da Seguradora, várias outras empresas de ramos e portes variados, entre as quais o IGASE com suas muitas dezenas de hospitais e laboratórios e a UNISA - Universidade Santo Amaro. Para elaborar os projetos de reengenharia foi constituído um grupo multidisciplinar com técnicos de várias áreas da empresa. Foram desenvolvidas sessões coletivas de modelagem com o objetivo de diagnosticar necessidades e oportunidades de mudança. Caracterizam este iniciativa o grande envolvimento da organização nos projetos que geraram resultados significativos em termos de novos sistemas de informação, reengenharia de processos e a implantação de um EIS e data warehouse corporativo. Reengenharia da função informática Dentre
os vários projetos do período, é interessante
destacar a reengenharia da área de informática.
A atividade de informática do grupo se encontrava centralizada numa das diretorias da empresa holding e o atendimento à demanda das demais empresas era lenta ou inexistente. As vantagens da solução centralizada - economia de escala e padronização - vinham sendo prejudicadas pela imobilidade do setor de informática. Diante deste quadro, a direção do grupo optou por repensá-lo tendo como premissas a descentralização e, quando fosse ocaso, a terceirização. A estratégia adotada foi primeiramente desenhar um modelo de negócio da atividade de informática, definindo "o que" o negócio informática deveria ser e fazer, antes de decidir "como" implementá-lo nas diversas empresas. Um dos aspectos interessantes desta experiência foi declarar a missão da informática como "prover soluções para negócios com base na TI", ao invés do clássico e reativo "prestar serviços de informática". Apesar da aparente similaridade das duas formulações, é possível notar que são filosoficamente distintas. Enquanto a primeira se propõe a identificar na organização problemas resolvíveis através da TI, a segunda espera que alguém ache que precisa de informática para fornecer o serviço.
Num segundo estágio, este modelo idealizado da função informática ("o quê") foi transformado numa versão ("como") compatível com as peculiaridades e idiossincrasias de cada empresa. Assim, para algumas empresas a função desenvolvimento foi terceirizada, para outras não, etc. O resultado
obtido mostrou-se satisfatórios tanto em agilidade de resposta
às demandas de soluções tecnológicas quanto
ao comprometimentos das soluções tecnológicas
com o cumprimento das missões das organizações
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