Experiência com a Análise Vital

Cases

GOLDEN CROSS REENGENHARIA EMPRESARIAL
Grupo Golden Cross -Rio RJ 1994/96

Em meados dos anos 90, no auge da onda mundial de reengenharias, o grupo de empresas liderado pela Seguradora Golden Cross, contratou a Mestre para prestar assistência metodológica, através da Análise Vital, com o objetivo de adequar seus processos ao cenário vigente, que se caracterizava por um mercado altamente competitivo, por uma clientela cada vez mais exigente e pela oferta crescente de novas tecnologias.

O Grupo Golden Cross incluía, além da Seguradora, várias outras empresas de ramos e portes variados, entre as quais o IGASE com suas muitas dezenas de hospitais e laboratórios e a UNISA - Universidade Santo Amaro.

Foto do Horácio com Equipe Golden Cross
Foto da Equipe Golden
Foto do Horácio com Equipe Golden

Para elaborar os projetos de reengenharia foi constituído um grupo multidisciplinar com técnicos de várias áreas da empresa. Foram desenvolvidas sessões coletivas de modelagem com o objetivo de diagnosticar necessidades e oportunidades de mudança. Caracterizam este iniciativa o grande envolvimento da organização nos projetos que geraram resultados significativos em termos de novos sistemas de informação, reengenharia de processos e a implantação de um EIS e data warehouse corporativo.

Reengenharia da função informática

Dentre os vários projetos do período, é interessante destacar a reengenharia da área de informática.

A atividade de informática do grupo se encontrava centralizada numa das diretorias da empresa holding e o atendimento à demanda das demais empresas era lenta ou inexistente.

As vantagens da solução centralizada - economia de escala e padronização - vinham sendo prejudicadas pela imobilidade do setor de informática. Diante deste quadro, a direção do grupo optou por repensá-lo tendo como premissas a descentralização e, quando fosse ocaso, a terceirização.

A estratégia adotada foi primeiramente desenhar um modelo de negócio da atividade de informática, definindo "o que" o negócio informática deveria ser e fazer, antes de decidir "como" implementá-lo nas diversas empresas.

Um dos aspectos interessantes desta experiência foi declarar a missão da informática como "prover soluções para negócios com base na TI", ao invés do clássico e reativo "prestar serviços de informática". Apesar da aparente similaridade das duas formulações, é possível notar que são filosoficamente distintas. Enquanto a primeira se propõe a identificar na organização problemas resolvíveis através da TI, a segunda espera que alguém ache que precisa de informática para fornecer o serviço.

Horácio ModelandoEm outras palavras, enquanto a primeira está focada em descobrir problemas da empresa e cumpre sua missão o problema é resolvido, a outra se satisfaz simplesmente prestando o serviço que lhe é solicitado.

Num segundo estágio, este modelo idealizado da função informática ("o quê") foi transformado numa versão ("como") compatível com as peculiaridades e idiossincrasias de cada empresa. Assim, para algumas empresas a função desenvolvimento foi terceirizada, para outras não, etc.

O resultado obtido mostrou-se satisfatórios tanto em agilidade de resposta às demandas de soluções tecnológicas quanto ao comprometimentos das soluções tecnológicas com o cumprimento das missões das organizações usuárias..
Este case foi apresentado e debatido no Congresso COMDEX Rio realizado no Riocentro em 1995.

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